quarta-feira, 2 de junho de 2010
Chenopodium ambrosioides L: Avaliação toxicológica e ação na resposta inflamatória
domingo, 18 de outubro de 2009
CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNOLOGIA EM SALVADOR - BA
EFFECT OF BABASSU MESOCARP (Orbignya phalerata, MART.)IN THE LETHAL SEPSIS
BARROQUEIRO, ESB; PRADO, DS; PEREIRA, WS; SILVA, LA; MACIEL, MCG; NASCIMENTO, FRF; GUERRA RNM.
Labboratory of Immunophysiology, CCBS, UFMA, São Luís, Ma- Brazil
Babassu (Orbignya phalerata, Mart) has been used in Brazil as medicine for the treatment of pains, constipation, obesity, leukemia, rheumatism, ulcerations, tumors and inflammations. In this study, we investigated the therapeutic and the prophylactic effects of babassu mesocarp ethanolic extract.(BEE) on the sepsis induced by cecal ligature and perforation (CLP). Swiss female mice (8-12 weeks old, 20-30g, n=10/group) were used The BEE treatment was done 6h before, soon after or 6h hours later the CLP, by subcutaneous route at the doses of 125mg/kg and 250mg/kg and compared to an untreated control group After 12hs of the CLP a half of mice was killed, the peritoneal cells were collected counted and cultured for quantification of the colony forming units (CFU). The spleen, lymph node and bone marrow cells were also counted. The other part of the mice was used to evaluate the animal survival. The results showed that the BEE treatment increased the survival when administrated 6 hs after the CLP in 35% and 39% at the doses of 125 and 250mg/kg, respectively. The increase of the survival was not observed in the groups treated 6hs before. The peritoneal cell influx was inhibited by BEE at the doses of 250mg/kg but not at 125mg/Kg. There was an increase in lymph node cell number and weight. The extract did not reduce the CFU. The data suggest that babassu mesocarp has an important anti-inflammatory and antimicrobial effect and can be used as therapeutical in the lethal sepsis.
Key word: Babassu mesocarp, Orbignya phalerata, Sepse, Antimicrobial effect.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIINFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DA PRÓPOLIS DE Melipona fasciculata (TIÚBA)
Introdução: A própolis é uma substância resinosa ou algumas vezes cerosa, coletada por abelhas melíferas de diferentes exsudatos vegetais. A composição da própolis varia de acordo com o local de coleta e da espécie vegetal utilizada pelas abelhas na sua confecção. Alguns componentes estão presentes em todas as amostras, enquanto outros ocorrem somente em própolis colhidas de espécies particulares de plantas. As propriedades farmacológicas da própolis mais estudadas e comprovadas cientificamente são de Apis mellifera como anti-tumoral in vitro e in vivo (ASSUNÇÃO, 2008), antiinflamatória (DOBROWOLSKI et al. 1991), antibacteriana (ELEY, 1999; STEINBERG, 1996; DOBROWOLSKI et al. 1991; GRANGE ; DAVEY, 1990), antiviral (SERKEDJIEVA et al., 1992), dentre outras. Porém, no estado do Maranhão, a espécie de abelha denominada popularmente de tiúba (Melipona fasciculata) produz o geoprópolis (KERR, 1987) que é a própolis misturada com terra. Assim faz-se necessário um estudo do perfil farmacológico do geoprópolis da tiúba a fim de promover a sua melhor utilização terapêutica.
Objetivos: Investigar as atividades antiinflamatória e analgésica do geoprópolis produzido pela Melipona fasciculata (Tiúba), originada da região do cerrado maranhense (Carolina-MA).
Metodologia: A investigação da atividade antiinflamatória foi realizada utilizando-
se os protocolos de peritonite induzida por carraginina 1% (VINEGAR, et al.1973) e edema de pata induzido por carragenina 1% em camundongos. Já para análise de atividade analgésica foi realizado o protocolo de medida das contorções abdominais induzida por ácido acético 1%, em camundongos (VACHER et al., 1964).Resultados: No protocolo de peritonite pôde-se observar que o tratamento dos animais com o EP 1,0 g/kg reduziu o número de leucócitos/mm³ em 56,1%. O tratamento dos animais com o extrato de própolis (1 g/Kg) inibiu o edema de pata produzido pela carragenina nos tempos de 2h, 3h, 4h e 5h. Ao avaliar a atividade analgésica observou-se que o tratamento dos animais com o EP nas doses de 0,25; 0,5 e 1,0 g/kg (v.o.) não reduziu o número de contorções abdominais dos animais que foram observadas até 20 minutos.
Conclusões: Após a realização dos protocolos, observou-se que o extrato hidroalcoólico do geoprópolis de tiúba apresentou atividade anti-edematogênca e promoveu diminuição da migração leucocitária em modelos de inflamação, entretanto não apresentou efeito antinociceptivo nas doses testadas.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
“ Regulamentação da experimentação animal no Brasil”
autor: Hugo Leonardo Dias
Após treze anos em tramitação o PL 1153/1995, criado pelo então Deputado estadual Sérgio Arouca do Rio de Janeiro, deu origem a lei 11794/2008, conhecida como Lei Arouca, que foi regulamentada em Abril de 2009, em seu artigo primeiro a lei restringe a utilização de animais a instituições de ensino superior e ainda de ensino profissional técnico da área biomédica.
Entende-se que a regulamentação desta lei, e em especial esta sua restrição deve-se ao fato de termos pesquisadores qualificados, responsáveis e que além de se preocupar com seus resultados, preocupam-se com o bem estar dos animais em experimentação, porém nem sempre é assim, é muito fácil hoje encontrar “saletas fétidas” com o nome de Biotério na porta, o termo Biotério e sala de experimentação, possui inúmeras diferenças arquitetônicas, ambientais, sanitárias e genéticas, porém o mínimo não se é cumprido em 70% dos Biotérios, laboratórios de experimentação do país e para isso a lei 11794/2008 trás em seu capitulo V, art. 17 o item penalidades, que servem tanto para o maltrato direto do animais, causando dor e angustia imediatas.
As instituições tem que ser credenciadas no CONCEA e para isso passam por fiscalização que autoriza ou não o credenciamento, caso alguma não seja autorizada, cabe penalidade como citado acima, se a mesma for pega em exercício.
Vale ressaltar que quando o CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação animal) começar as fiscalizações, muito provavelmente as pesquisas na cidade de São Luís vão parar, tendo em vista as péssimas condições dos laboratórios animais DESCENTRALIZADOS.
Fotos: Wanderson pereira

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
CONGRESSO INTERNACIONAL DE IMUNOLOGIA NO RIO DE JANEIRO - RJ
INCREASE OF INFLAMMATORY CELL MIGRATION AFTER THE TREATMENT WITH A SUNFLOWER SEED OIL ENRICHED PRODUCT
Pereira, W. S., Maciel, M. C. G., Frazão, J. B., Aragão-Filho, W. C., Silva, L. A., Guerra, R. N. M., Nascimento, F. R. F.
Laboratory of Immunophysiology, Department Pathology, UFMA, São Luís- MA
Introduction and Objectives: Sunflower seed oil contains high concentration of essential fatty acids, especially linoleic acid (LA). It is frequently used in scars prevention and treatment. The treatment with LA by different routes induces the migration of leukocytes. The aim of this work was to study the effect of the treatment with a sunflower seed oil-enriched product (SSO) in inflammation.
Methods and Results: Swiss mice were used in this study. The inflammatory ability of SSO was evaluated by using the models of cotton pellet granuloma, peritonites, air pouch and skin healing. In the granuloma assay, a cotton pellet was implanted in the subcutaneous. Then the mice received saline solution (Control) or SSO by intraperitonial (ip) or subcutaneous (sc) routes during 6 days. The SSO was injected ip or in the air pouch to evaluate the cell recruitment ability. After 24 and 48 hours both cavities were washed in order to obtain and to quantify the cells. In the skin healing model it was induced a lesion which was daily treated with SSO by topical route. After 1, 3 and 10 days the mice were killed and lesions biopsies were used to hystopathological analysis. The SSO treatment did not alter the granuloma, but it has induced an intense cellular influx. In the peritonites the macrophages were predominant, while in the air pouch the neutrophils were the main population, what was also observed after topical application of SSO in the skin lesion.
Conclusion: In conclusion, the SSO exerts per se a potent inflammatory effect in different murine models such as peritonites, air pouch and skin healing.
Supported by: CNPq, PET/SESu/MEC, FAPEMA
domingo, 11 de outubro de 2009
Painel apresentado no IMUNORIB em Ribeirão Preto - SP
MA(2) FIOCRUZ - BA
Methods and Results: Swiss mice males (2 months old, 25g) were orally treated, with 100 μL EBH at the doses of 5mg/kg (EBH5), 50 mg / kg (EBH50), or water apiogenic (Control) (n = 5), 1 / 1h for 6 hours for footpad oedema model induced by the injection of 50 μL of carrageenan 1%, for 6 or 17 consecutive days for granuloma model induced by the deployment of a cotton pellet in the back of the animal. The animals of 17 days of treatment were used to examine the weight of their organs and spleen, mesenteric and inguinal lymph node cellularities. The treatment with EBH 5mg/kg dose induced a reduction in the swelling at the 3rd (26.55%) and 24th hour (53.95%). For granuloma of 6 days, the groups EBH5 and EBH50 showed an increase of inflammatory liquid volume (EBH5: 13.72%; EBH50: 13.23%), while it induced inhibition of cell recruitment (EBH5: 39.03%; EBH50: 46.35%). Furthermore, the treatment of 17 days induced inhibition of both the footpad oedema (27.11%) and recruitment cell (39.14%) only in EBH5 group. While the spleen weight increased for EBH5 groups (34.05%) and EBH50 (77.51%), and mesenteric lymph node one for the group EBH5 (92.8%). Regarding the cellularity, there was no significant decrease of the spleen cell number for EBH5 (15.23%). As for EBH50 group, it was noted an increase of bone marrow (2.65%) and mesenteric lymph node (34.92%), and a reduction of inguinal lymph node(33.3%).
Conclusion: EBH Chenopodium ambrosioides treatment provides an antiedematogenic effect in acute inflammation and sub-chronic one at short treatments. As for cell migration, in sub-chronic inflammation at short treatments, there is an inhibitory effect, while there is, at prolonged treatment, on both cell migration and swelling, an inhibition one, even with an increase of some lymphoid organs cellularities. This shows a possible anti-inflammatory effect of the extract, but there is a need for further investigation.
Financial support: CNPq, FAPEMA, UFMA, PET/SESu/MEC
Resumo apresentado na FESBE em Fortaleza - CE
ANÁLISE TOXICOLÓGICA DO TRATAMENTO SUBCRÔNICO COM EXTRATO BRUTO HIDROALCOÓLICO DE Chenopodium ambrosioides POR VIA ORAL
1Pereira, W. S. *, 2Serra, I. C. P. B. *, 3Mattar, N. S. *, 4Fortes, T. S. **, 5Reis, A. S. dos **, 6Mendes, L. G. , 7Ferreira, L. J. C. **, 8Maciel, M. C. G. , 9Silva, L. A. , 10Guerra, R. M. N. , 11Nascimento, F. R. F. do
Objetivos:
Chenopodium ambrosioides [Chenopodiaceae] vulgo mastruz é utilizado pela população no tratamento de inflamações, infecções e tumores. O uso indiscriminado de plantas pode ocasionar diversos efeitos tóxicos ao organismo. Avaliou-se a toxicologia do Extrato Bruto Hidroalcoólico (EBH) das folhas de C. ambrosioides.
Métodos e Resultados:
Camundongos Swiss machos (2 meses, 25g) foram tratados 14 dias, por via oral, com 100µL de EBH nas doses de 5mg/kg(EBH5), 50mg/kg(EBH50) ou 500mg/kg(EBH500), ou água apiogênica(Controle) (n=5). Nas primeiras 48h foi feita análise comportamental para avaliar alterações no sistema nervoso central e autônomo. No 15° dia, os animais foram sacrificados e necropsiados. Em relação às alterações comportamentais, o EBH5 apresentou tremores finos; o EBH50 apresentou ereção de cauda; e o EBH500 apresentou ereção de cauda, piloereção, diarréia e aumento da micção. Apenas o EBH5 apresentou diminuição do peso corpóreo (42,9%). Quanto ao peso dos órgãos, o EBH5 apresentou aumento do peso do cérebro (16%) e estômago (13,3%) e diminuição do peso do fígado (4,78%) e linfonodo mesentérico (57%). O EBH50 apresentou aumento do peso do cérebro (5%) e diminuição no peso do pulmão (12,7%), intestino (13%) e linfonodo (31,1%). O EBH500 apresentou aumento do peso do baço (9,8%) e diminuição no peso do pulmão (12,2%) e linfonodo (27,2%). Os tratamentos com EBH não induziram alteração no peso dos rins e do coração. O EBH não alterou o número de células do baço, no entanto, o EBH5 e EBH50 apresentaram diminuição do peritônio (EBH5: 20% ; EBH50: 15%) e linfonodo (EBH5: 22% ; EBH50: 38%), porém o EBH50 induziu aumento da medula óssea (47%), já EBH 500 induziu diminuição do peritônio (17%) e aumento da medula óssea (99%).
Conclusões
Pode-se concluir que o EBH induziu alterações pontuais nos órgãos vitais, as quais entretanto não indicam, por si só, efeito tóxico. Entretanto, a ausência de toxicidade na aplicação subcrônica, não quer dizer ausência de efeitos colaterais. Dessa forma, a avaliação microscópica dos órgãos e dos parâmetros bioquímicos sanguíneos é necessária para esclarecimento dos resultados obtidos.
Apoio
CNPq, CAPES, UFMA



