Chenopodium ambrosioides L. (mastruz) é uma erva originária da América Central e do Sul; sendo um dos vegetais mais utilizados pela população brasileira para o tratamento de doenças pulmonares; distúrbios intestinais; hemorróidas; infecções fúngicas; helmínticas; contusões e equimoses. Experimentalmente; já foi demonstrado que esta espécie tem ação imunoestimulatória; anti-helmíntica; cicatrizante; anti-tumoral e anti-leishimanial. Além disso; a fitoquímica das folhas revela a presença de substâncias como flavonóides e terpenos; que podem apresentar um efeito anti-inflamatório. Dessa forma avaliamos o efeito do tratamento oral com o extrato bruto hidroalcoólico (EBH) das folhas de C. ambrosioides sobre a resposta inflamatória e sua toxicidade. Foram utilizados camundongos Swiss (5 animais/grupo); que receberam 100µL de EBH na dose de 5mg/kg durante 6 dias para a determinação de vias (intraperitoneal; subcutânea ou oral) utilizando modelos clássicos de inflamação como edema de pata; formação de granuloma e peritonite. Para avaliação do tratamento oral sobre a resposta imunológica; os animais receberam 100µL de EBH nas doses de 5 e 50mg/kg; ou água apiogênica durante 17 dias utilizando o modelo de formação de granuloma. Para a análise toxicológica (análise comportamental; avaliação da massa corpórea; massa dos órgãos vitais; celularidade de órgãos linfóides e avaliação bioquímica do soro); os camundongos receberam 100µL de EBH nas doses de 5; 50 e 500mg/kg ou água apiogênica. No modelo de edema de pata houve efeito anti-edematogênico quando o EBH foi administrado pelas vias IP; SC e oral. No granuloma de 6 dias; apenas o tratamento pela via oral apresentou efeito anti-inflamatório; enquanto pela via IP apresentou efeito pró-inflamatório e pela via SC não houve efeito. No granuloma de 17 dias o EBH na dose de 5mg/kg apresentou efeito anti-inflamatório; porém; na dose de 50mg/kg não houve diferenças significativas. O EBH não apresentou alterações no influxo celular da peritonite induzida por LPS. Ocorreu inibição da liberação espontânea de peróxido de hidrogênio (H2O2) no grupo EBH50 no modelo de granuloma; mas não houve alterações na liberação de H2O2 no modelo de peritonite. O EBH via oral na dose de 5mg/kg inibiu a produção de IL-4; IFN-γ e IL-2; mas não alterou a produção de IL-10. Entretanto; na dose de 50mg/kg houve inibição de IL-4 e IFN-γ; e aumento de IL-10; porém não foram observadas diferenças para IL-2. O EBH na dose de 5mg/kg não apresentou sinais de toxicidade; enquanto a dose de 50mg/kg induziu sinais de toxicidade renal e a dose de 500mg/kg induziu alterações de comportamento e fisiológicas; e sinais de hepatotoxicidade. Nossos dados mostram que o EBH de C. ambrosioides quando consumido; por via oral; a uma dose de 5mg/kg não promove toxicidade; mas apresenta efeito anti-inflamatório; tanto para inflamação aguda como crônica; agindo possivelmente na produção de prostaglandinas. No entanto; se faz necessários estudos que elucidem hipóteses aqui propostas e isolamento da molécula ativa anti-inflamatória para que futuramente se tenha um fitoterápico à base de C. ambrosioides.
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Muito interessante a pesquisa. Mas antes de tudo convecionalismos(risos), meu nome é Megnum, eu sou aluno do 4°´período do curso de biomedicina das Faculdades Integradas de Patos (FIP). Particularmente a Chenopodium ambrosioides sempre me chamou muita atenção. Por isso decidi fazer uma pesaquisa sobre os efeitos dessa plantinha curiosa... só que artigos que abordam esse tema são escassos.
ResponderExcluirO sonhor conhece algum material par me indicar a esse respeito? Seria realmente de grande ajuda. Desde já obrigado.(magnobacktoblack@hotmail.com)