quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Milena Valadar Miranda

Graduanda do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Maranhão, desenvolve projeto destinado a avaliar as atividades antiinflamatória, analgésica e cicatrizante do geoprópolis de Melipona fasciculata Smith (Tiúba), oriundo do município de Carolina-MA, através de protocolos in vivo.






AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIINFLAMATÓRIA E ANTINOCICEPTIVA DA PRÓPOLIS DE Melipona fasciculata (TIÚBA)
MIRANDA, M. V.; ALMEIDA, M. C. M.; MACHADO, J.L.; AYRES, M. B.; BORGES, A.C.R.; BORGES, M. O. R.

Introdução: A própolis é uma substância resinosa ou algumas vezes cerosa, coletada por abelhas melíferas de diferentes exsudatos vegetais. A composição da própolis varia de acordo com o local de coleta e da espécie vegetal utilizada pelas abelhas na sua confecção. Alguns componentes estão presentes em todas as amostras, enquanto outros ocorrem somente em própolis colhidas de espécies particulares de plantas. As propriedades farmacológicas da própolis mais estudadas e comprovadas cientificamente são de Apis mellifera como anti-tumoral in vitro e in vivo (ASSUNÇÃO, 2008), antiinflamatória (DOBROWOLSKI et al. 1991), antibacteriana (ELEY, 1999; STEINBERG, 1996; DOBROWOLSKI et al. 1991; GRANGE ; DAVEY, 1990), antiviral (SERKEDJIEVA et al., 1992), dentre outras. Porém, no estado do Maranhão, a espécie de abelha denominada popularmente de tiúba (Melipona fasciculata) produz o geoprópolis (KERR, 1987) que é a própolis misturada com terra. Assim faz-se necessário um estudo do perfil farmacológico do geoprópolis da tiúba a fim de promover a sua melhor utilização terapêutica.

Objetivos: Investigar as atividades antiinflamatória e analgésica do geoprópolis produzido pela Melipona fasciculata (Tiúba), originada da região do cerrado maranhense (Carolina-MA).

Metodologia: A investigação da atividade antiinflamatória foi realizada utilizando-se os protocolos de peritonite induzida por carraginina 1% (VINEGAR, et al.1973) e edema de pata induzido por carragenina 1% em camundongos. Já para análise de atividade analgésica foi realizado o protocolo de medida das contorções abdominais induzida por ácido acético 1%, em camundongos (VACHER et al., 1964).

Resultados: No protocolo de peritonite pôde-se observar que o tratamento dos animais com o EP 1,0 g/kg reduziu o número de leucócitos/mm³ em 56,1%. O tratamento dos animais com o extrato de própolis (1 g/Kg) inibiu o edema de pata produzido pela carragenina nos tempos de 2h, 3h, 4h e 5h. Ao avaliar a atividade analgésica observou-se que o tratamento dos animais com o EP nas doses de 0,25; 0,5 e 1,0 g/kg (v.o.) não reduziu o número de contorções abdominais dos animais que foram observadas até 20 minutos.
Conclusões: Após a realização dos protocolos, observou-se que o extrato hidroalcoólico do geoprópolis de tiúba apresentou atividade anti-edematogênca e promoveu diminuição da migração leucocitária em modelos de inflamação, entretanto não apresentou efeito antinociceptivo nas doses testadas.

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